Cirurgia Plástica Nasal ou Cirurgia Ortognática?

Ao  avaliarmos a face de um paciente candidato à cirurgia plástica nasal, um ponto importante a se estudar é o mento (queixo), que, junto com o nariz, possui reconhecida importância na avaliação e obtenção do perfil harmônico. O nariz, por ser a estrutura mais projetada na face, é também a mais passível de autoavaliação. Muitos pacientes não estão felizes com sua forma nasal e a primeira coisa em que pensam é uma cirurgia plástica no nariz, quando na maioria das vezes não é esse que está aumentado e sim a mandíbula ou a maxila que estão diminuídos (retroposicionados). No campo da cirurgia ortognática, onde movimentos são realizados para obtenção da estética facial e da oclusão dentária ideais, a repercussão desses movimentos na aparência final do órgão nasal com relação às estruturas corrigidas deve ser considerada e planejada.

Existem casos em que o paciente se queixa de ponta nasal caída, quando sua deformidade real é uma maxila retroposicionada. Nesses pacientes a cirurgia dos maxilares tem  papel fundamental na alteração da estética facial. Movimentos dos maxilares alteram a relação nasal com as estruturas vizinhas, modificando sua interpretação. O avanço da maxila tenderá à diminuição do comprimento nasal, porém provocará o aumento da base nasal. O avanço da mandíbula ou, nos casos de oclusão dentária normal, o avanço do mento (ponta do queixo), tenderá a diminuir visualmente o comprimento nasal, pois o mento colocado mais à frente mudará sua posição em relação ao nariz, melhorando sua posição. Outras vezes o paciente tem a intenção de lipoaspirar a ¨papada¨ embaixo do queixo, quando o tratamento ideal seria corrigir a posição mandibular através de avanço, levando os tecidos moles em conjunto, minimizando o problema. Quando não se levam em consideração alterações esqueléticas  no planejamento do tratamento das alterações estéticas da face, as chances de sucesso são diminuídas, levando o paciente à insatisfação quanto ao resultado final.

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