Fraturas Faciais

A cabeça é composta por 28 ossos que estão unidos entre si por junturas fibrosas denominadas suturas. Nos acidentes envolvendo a face, os ossos se fraturam para dissipar as forças do impacto, que, se chegassem ao encéfalo, certamente provocariam algum tipo de dano. As fraturas faciais na sua maioria não doem, a não ser aquelas desfavoráveis (deslocadas), que se movem durante o ato da deglutição e da fala. O tratamento desses tipos de fraturas depende do osso fraturado, grau de deslocamento e oclusão dentária do paciente. A abordagem atual é aquela que visa à fixação rígida dos ossos fraturados, com o uso de placas e parafusos, devolvendo o contorno anatômico e a oclusão dentária ao paciente. O tratamento inadequado dessas fraturas pode trazer sequelas que algumas vezes são difíceis de serem corrigidas.

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Fraturas da Mandíbula


É o único osso móvel da face. Sua estrutura compacta é protegida pelos músculos da mastigação que lhe dão, em algumas áreas, certa resistência à fratura. Os sintomas associados a esse tipo de fratura são dor ao deglutir, desoclusão dentária, inchaço local e travamento da boca, podendo todos esses sintomas estar ou não presentes.

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Fraturas da Maxila


É um osso poroso, contribui para formar o terço médio facial. O sinal mais comum que evidencia essas fraturas é a desoclusão dentária (mordida torta) e o achatamento facial em alguns casos. Dependendo do nível da fratura, elas podem ser mais ou menos complexas. Podem ser classificadas em diferentes níveis: Lefort I, II, III, IV e V.

Fraturas dos Ossos Zigomáticos


Forma as proeminências faciais, conhecidas como maçã do rosto. O sintoma mais comum associado à sua fratura é o achatamento facial, com sensação de anestesia da região abaixo do olho afetado, asa do nariz e dentes incisivos e canino do mesmo lado. Sintomas visuais também podem estar presentes, como distopia (olho caído) e diplopia binocular (visão dupla), além de travamento da abertura bucal em alguns casos.

Politraumatismo Facial


É a fratura que envolve múltiplos ossos da face, comum em acidentes automotores. O paciente politraumatizado, algumas vezes, quando não tratado de forma adequada, fica limitado do convívio social por sequelas de ordem estética e funcional. O tempo decorrido do trauma até o tratamento é de fundamental importância para se evitar complicações tardias. O quadro neurológico do paciente, que muitas vezes está presente nestes tipos de acidentes, não é indicativo para se atrasar uma cirurgia de reconstrução facial.

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Materiais utilizados


Vantagens do material reabsorvível
  • Desaparece do organismo após a consolidação óssea
  • Não interfere na realização de exames de imagens da face
Desvantagens do material reabsorvível
  • Fraca estabilização inicial
  • Ainda não permite ser usado em ossos com grandes deslocamentos
  • Técnica de manuseio muito sensível
  • Custo elevado
Indicações do material reabsorvível
  • Fraturas em crianças
  • Fraturas bem posicionadas
  • Técnica de manuseio muito sensível
  • Terço médio da face
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