Deformidades Maxilares

Deformidades Maxilares

Mordida aberta pré-cirurgia
Importante: É fundamental considerar se a queixa do paciente condiz com a realidade ou se o mesmo está superdimensionando um problema físico. Pacientes com problemas socioafetivos, como separação no casamento ou dificuldades no trabalho ou financeiras, podem estar erroneamente imputando toda a "tragédia" da sua vida a algum aspecto físico próprio.

Caso isto não seja identificado pelo cirurgião, há grande risco de frustração do paciente em relação ao ato cirúrgico, por mais brilhante que tenha sido.

Cirurgia das Deformidades Esqueléticas

Cirurgia Ortognática
É uma cirurgia realizada nos ossos da face, maxila e mandíbula, com a finalidade de corrigir deformidades dento-esqueléticas, congênitas, de desenvolvimento ou adquiridas, que não podem ser corrigidas com o tratamento ortodôntico convencional isolado.

O problema pode localizar-se em um único osso (maxilar superior, por exemplo) ou acometer os dois maxilares (deformidade bimaxilar).

Preparo Cirúrgico
Denominada cirurgia estético-funcional, é realizada sob anestesia geral, com preparo prévio do paciente através da avaliação de exames complementares de rotina para se reduzir ao máximo os riscos de uma intervenção cirúrgica. Na maioria dos casos há necessidade do uso de aparelhos ortodônticos previamente à cirurgia para nivelar e alinhar os dentes, o que pode levar alguns meses. Em casos selecionados não há a necessidade do uso desses aparelhos dentários, podendo a posição dentária ser corrigida pós-cirurgia.

No momento da cirurgia são realizados cortes nos maxilares, que são colocados em uma nova posição e fixados com parafusos e placas de titânio. Essa nova posição óssea é determinada previamente através de estudos radiográficos, traçados cefalométricos, modelos de gesso e análise de fotografias. O pós- operatório é indolor e o paciente normalmente recebe alta nas primeiras 24 hs, sendo mantido em dieta líquida/pastosa por alguns dias.

A intervenção dura de 2 a 5 horas, dependendo do tipo de deformidade operada, e em alguns casos está indicada a correção de alterações do nariz, orelhas e ossos zigomáticos (maçã do rosto) no mesmo ato cirúrgico, como complemento estético.

Época Ideal de Tratamento
O ideal é que a cirurgia seja realizada logo após o término do crescimento, no homem por volta dos 18 anos e na mulher mais cedo, 16 anos. Em alguns casos a intervenção se torna necessária antes do exposto, quando a deformidade afeta gravemente a mastigação, fonação e respiração, ou trazendo problemas estéticos de tal monta, capazes de influenciar psicologicamente o paciente, principalmente em fase escolar, dificultando o convívio social.

Deformidades em Adultos
Deformidades dentofaciais, quando presentes em adultos, podem levar a problemas na articulação Têmporomandibular, normalmente denominado de Disfunção Crânio-Mandibular, que frequentemente se traduz em cefaléias constantes, dores na coluna cervical, dor à mastigação, dificuldade de deglutição, além de dificuldade de respiração, dores, estalidos e creptação nos ouvidos, perdas dentárias precoces, entre outros.

Há uma quantidade significativa de pacientes adultos em tratamento ortodôntico durante vários anos sem o correto diagnóstico, tentando tratar posição dentária, quando o seu problema real é esquelético.

A tentativa de se tratar pacientes com deformidades esqueléticas somente com o uso de aparelhos ortodônticos, ou com próteses com inclinações dentárias excessivas, quase sempre é frustrada, sendo necessária a realização da cirurgia como complemento.

Resultado da Cirurgia
É notável a grande interferência positiva que este tipo de cirurgia traz ao paciente, sob o aspecto funcional e estético, interferindo positivamente na autoestima e sociabilidade do indivíduo.

Atualmente há um grande crescimento no número de cirurgias realizadas, em comparação com as duas últimas décadas. Isso se deve ao desenvolvimento das técnicas cirúrgicas e materiais de fixação óssea interna rígida (placas e parafusos), o que minimiza o desconforto pós-operatório e o tempo de internação.

É importante ressaltar que o paciente deve estar psicologicamente preparado para uma cirurgia, tendo pleno conhecimento de sua deformidade e consiência do resultado a ser alcançado.

Prognatismo mandibular
O Prognatismo mandibular é a deficiência do maxilar inferior que se manifesta pelo crescimento exagerado desse osso, dando ao paciente uma aparência de “queixo grande”, com uma face côncava. É um problema de fácil visualização por parte do paciente e pelas pessoas que o cercam. A cirurgia nesses casos é a de recuo mandibular. A técnica mais comum utilizada por nós é a sagital intra-oral.

Veja algumas imagens




Prognatismo mandibular
Retrognatismo Mandibular
O Retrognatismo Mandibular se manifesta pela falta de desenvolvimento do maxilar inferior, dando ao paciente a aparência de “queixo pequeno”, com a face convexa. Esse problema é, na maioria das vezes, mais difícil de percepção por parte do indivíduo. Como a região inferior da face é pouco projetada, a região nasal torna-se mais proeminente, dando a falsa impressão de nariz grande, além de acúmulo de tecidos moles na região do pescoço, pela falta de suporte ósseo. O simples avanço mandibular pela técnica sagital intra-oral é suficiente para harmonizar o terço inferior da face com o nariz e pescoço. Essa deformidade pode se apresentar com alteração de oclusão dentária (mordida cruzada anterior) ou estar presente somente na região mais anterior da mandíbula (ponta do queixo).

Resultado do pós-cirurgia
Veja algumas imagens





Retrognatismos Mandibulares
Mentoplastia
Para os casos onde não há alteração da oclusão dentária, ou essa foi compensada com o uso de aparelhos ortodônticos e encontra-se estável, indicamos uma cirurgia chamada mentoplastia. Consiste numa incisão por dentro da boca, próximo ao lábio inferior, confecção de um corte horizontal no mento (ponta do queixo) e reposicionamento anterior ou posterior, conforme o tipo de deformidade. Esse tipo de cirurgia é indicado para harmonização do perfil em cirurgia ortognática, em alguns casos para correção de sobras de tecidos moles do pescoço e tracionamento da musculatura glossosupraioidea nos casos de apnéia obstrutiva do sono.

Veja algumas imagens

Mento retruído

Cirurgia para reposicionamento anterior do mento
Deficiência Horizontal do Maxilar Superior
A Deficiência Horizontal do Maxilar Superior também é de difícil visualização pelo paciente, sendo suas principais características faciais a ponta nasal caída e o aumento do sulco nasogeniano. A cirurgia de escolha, nesses casos, é o avanço maxilar pela osteotomia Lefort I, também realizada por dentro da boca, devolvendo ao paciente uma oclusão dentária satisfatória, além da harmonia da região nasal, lábio superior e sulco nasogeniano. Esse tipo de deformidade pode ter alteração da oclusão dentária ou, assim como o excesso mandibular, estar localizada na ponta do queixo (hipomentonismo).

Veja algumas imagens





Deficiência Horizontal do Maxilar Superior
DEFICIÊNCIAS TRANSVERSAIS também podem estar presentes nos maxilares. O mais comum é a deficiência do transversal do maxilar superior, que se manifesta pela mordida cruzada dos dentes posteriores, estreitamento do maxilar com apagamento da região paranasal e palato (céu da boca) fundo. O tratamento na fase de crescimento é o uso de um aparelho disjuntor (instalado pelo ortodontista) para abertura gradual da maxila. Porém, em pacientes adultos esse procedimento não pode ser realizado devido à calcificação da sutura palatina, sendo necessário o auxílio da cirurgia de DISJUNÇÃO PALATINA.

Veja alguma imagens

Deficiência transversal do
maxilar superior

Espaços dentários criados após
a cirurgia de disjunção maxilar

Aparelho Disjuntor
Além da deficiência horizontal dos maxilares (mais comuns), existem ALTERAÇÕES ESQUELÉTICAS VERTICAIS, que se manifestam pelo alongamento ou encurtamento facial, podendo estar associadas à mordida aberta e ampla exposição de tecido gengival (síndrome da face longa) ou à falta de exposição dentária ao sorrir (face curta). Normalmente esses casos estão ligados a problemas de origem respiratória, onde quadros obstrutivos e alérgicos estão entre as principais causas. A cirurgia consiste no reposicionamento superior ou inferior do maxilar, devolvendo o balanço estético facial juntamente com uma oclusão dentária funcional.

Veja alguma imagens
Excesso maxilar superior
com face longa
Deficiência do maxilar
superior com face curta
Assimetrias
Veja alguma imagens




Assimetria mandibulares com desvios faciais e da oclusão dentária

Cirurgia Plástica ou Cirurgia Ortognática?
Muitas deformidades esqueléticas são confundidas e tratadas com cirurgias de tecido mole, o que resulta em falha e insatisfação por parte do paciente. Algumas vezes o paciente tem a intenção de lipoaspirar a papada embaixo do queixo, quando o tratamento correto seria corrigir a posição mandibular levando os tecidos moles em conjunto.


Casos de hipomentonismo com acúmulo de tecidos na região mentocervical

Powell*

Ângulo nasofacial da Análise de Powell
* Evidenciando a melhora da posição espacial do nariz com movimentação
do maxilar inferior sem cirurgia nasal

Envelhecimento Esquelético
O nariz, por ser a estrutura mais proeminente na face, é o órgão mais passível de avaliação. Deficiência na região mandibular pode ser percebida pelo paciente de forma indireta através da percepção errada da estrutura nasal. Uma mandíbula recuada dá a falsa impressão de nariz grande. Outras vezes o paciente se queixa de ponta nasal caída, quando sua deformidade real é uma maxila retroposicionada. A posição dos maxilares tem influência direta na estética nasal. Nesses casos a cirurgia dos maxilares tem um papel importante na alteração da estética facial. Quando não se levam em consideração esses tipos de alterações, as chances de sucesso são diminuídas, levando o paciente à insatisfação quanto ao resultado final.



Envelhecimento facial com reabsorção óssea
Distração óssea
É o estímulo ao crescimento ósseo através da aplicação de tensão sobre ele (alongamento gradual) por um aparelho distrator. Está indicado em casos de perdas de segmento dos maxilares, deformidades congênitas e reabsorções maxilares. As deformidades congênitas ou de desenvolvimento devem sempre ser tratadas com ortopedia dos maxilares, ortodontia e fonoaudiologia, sendo a cirurgia uma parte do tratamento.

Colocar na área de deformidades (ver reconstruções maxilares- distração óssea)


  • Tomografia evidenciando deformidade do osso mandibular

  • Desvio da mandíbula

  • Movimentação mandibular

  • />
    Aparelho distrator

  • Simulação da
    movimentação em
    modelo de prototipagem

  • Rx evidenciando
    aparelho em posição

  • Aspecto do aparelho
    intraoral
« Voltar

Desenvolvido por

Clínica Dr. Martins de Cirurgia Bucomaxilofacial


Rua Armando Odebrecht, 70 - Salas 807 - 808 (Centro Clínico Santa Catarina) - Blumenau - Santa Catarina
Fone: (47) 3322-4389